O governo de Ivo Cassol (PP) se apresenta como o pior de Rondônia para a educação, afirma o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), professor Francisco Batista Pantera, e enumera as razões: paga um dos piores salários aos trabalhadores da educação em relação aos demais estados brasileiros; detém o salário mais baixo da região Norte; tem uma carga horária excessiva sendo uma das maiores do país; paga um auxílio saúde de apenas R$ 50 reais, incompatível com qualquer taxa de plano de saúde; não tem investido na construção de escolas no estado, o que tem gerado a superlotação de alunos em sala de aula.
“É por essas razões que a CTB apóia a luta dos trabalhadores em educação em Rondônia, como a greve que se inicia nesta quinta-feira (11) em todo o Estado”, afirma Pantera. Segundo ele, essa situação tem afastado ainda mais os novos educadores, pois preferem iniciar carreira em outros estados ou optam por outras profissões que tem atrativos de remuneração. “Tem gari na Prefeitura de Porto Velho que ganha mais que o professor.
Isso não que dizer que o gari ganhe bem, o fato é que os professores estão ganhando uma miséria. Para se ter outra idéia desse descaso, um professor com carga horária de 40 horas no Acre ganha duas vezes mais que em Rondônia”, explica Pantera.
Há ainda, segundo ele, um esvaziamento do setor educativo – principalmente de professores – que a cada dia procuram outro ramo de atividade para sobreviver em decorrência do descaso salarial. “Há dez anos professores do país inteiro vinham fazer concurso em Rondônia, hoje nem os habilitados no estado procuram a área de educação, o caso mais evidente e recente foi à prorrogação do concurso da Seduc por falta de candidatos”, afirma o sindicalista.
Enquanto que em nível nacional se ampliou a rede escolar, compara Pantera, em Rondônia, a política de Cassol provocou a estagnação, sem contar que nos demais estados houve e há políticas de valorização dos profissionais de educação. “O governo Cassol tem ido na contramão e prejudicado a categoria”. Pantera reclama também do déficit de funcionários de apoio à educação, causando sobrecarga dos que estão em atividade. “Outro falso discurso do governo é que as escolas estejam adequadas para a boa qualidade de ensino. Na realidade a maioria das escolas está sucateada e não oferece um ambiente saudável para uma prática de ensino de qualidade.
Outra falácia é essa alegada briga entre governo e Sintero para não atender as demandas. Ora, as reivindicações estão acima das brigas intestinais entre a direção do sindicato e o governo do Estado, que não existe justificativa plausível para que o governo não atenda as reivindicações”.
Fonte: ROdinamica